9/10/2009

SEM ABRIGO




O tecto de um azul cinzento
A noite escura do firmamento
As estrelas brilhando envergonhadas
Iluminam estas vidas embrulhadas
Este ser que apenas tem
A fome por companhia
E a noite seguindo o dia
Noite longa mas amiga
Que acalma o corpo cansado
Mas não aconchega a barriga
O cartão como cobertor
O chão como lençol
O tempo vai passando
Á espera que nasça o sol
E eis que começa o dia
Sem família sem amigo
Que triste ser SEM ABRIGO
António Costa

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